Por que a informalidade não faz bem para o seu negócio

Quero começar esse texto com duas constatações. A primeira é que você, certamente, já ouviu que para uma empresa dar certo, no Brasil, ela não pode tentar ser “correta”. A segunda é que, possivelmente, parte das empresas que não ultrapassam o seu primeiro ano de vida passam por isso por tentar estruturar o seu negócio “de acordo com a lei”.

Bem, vou continuar com uma terceira constatação: é também possível que o sucesso daquelas empresas que, agora sim, ultrapassam a sua fase embrionária, devam isso à correta, clara e transparente forma como levaram o seu negócio. Parece confuso, mas a ideia é simples: a informalidade, embora se dissemine a ideia de que é a única forma de se “manter vivo” no País, na verdade, pode destruir o seu empreendimento.

Há muitos pesquisadores dedicados a encontrar a verdadeira fórmula do sucesso empresarial e, nesse cenário, o que vemos são dificuldades sendo disseminadas, a fim de que boas e complexas soluções possam ser vendidas. Você paralisa diante dessa tentativa de inviabilizar os negócios no País, como se a única certeza que pudesse ter é a da falha.

Pensei nesse texto como uma forma de encorajamento, muito além de qualquer informação que ele possa transmitir. Temos, sim, que estar preparados para o erro ao empreender, preparados também para aquilo que não podemos prever. Muito, nesse ambiente, está fora do alcance do empreendedor, é o tão falado risco do negócio. Mas e se eu disser que é, sim, possível empreender? E, mais do que isso, é possível cuidar do seu negócio desde seus primeiros passos, tratar da sua ideia de forma fácil e simplificada?

Esqueci de mencionar que esse texto não tem a intenção de avaliar o atual cenário legislativo, econômico e político do Brasil. Mudanças estão acontecendo constantemente. O que quero dizer é que o nosso empreendimento, a sua ideia, aquilo em que você acredita não pode – e não deve – esperar que o “melhor” momento se instale, porque ele pode nunca chegar. Precisamos conhecer o ambiente em que estamos inseridos e nos adaptar a ele e, repito, é possível faze-lo da forma correta.

Vou tentar trazer, nas próximas semanas, pequenas dicas que podem facilitar o nosso trabalho, podem impulsionar o nosso negócio e nos manter vivos. Mas, para isso, preciso que vocês acreditem nessa possibilidade, desmistificando a falsa ideia de que “é tudo difícil demais”.

Enquanto profissional, não posso dizer a vocês que a informalidade é a saída para a sobrevivência da sua empresa. Mas a verdade é que não o faria, ainda que a ética profissional me permitisse. É nosso dever, enquanto Biznes, enquanto profissionais e enquanto empreendedores, disseminar a ideia de que é possível, por meio do conhecimento compartilhado, desenvolver, gerir e manter uma empresa.

Na última semana, falamos sobre ética e sobre a nossa obrigação com os parâmetros mínimos de conduta esperados pela sociedade. Hoje, estamos falando de como esses parâmetros podem ser vantajosos, também, para a empresa. Esse é nosso propósito: ensinar a independência.